As maiores campanhas de product placement/exposição de produtos do cinema

Empresas investem até 140 milhões de dólares para exibirem seus produtos por alguns segundos nos cinemas
James Bond (Daniel Craig) passando a se refrescar com Heineken em seus filmes, após uma negociação envolvendo cerca de 45 milhões de dólares em 2012. Ou US$ 58 milhões em valores atualizados.

Empresas diversificam cada vez mais seus investimentos em publicidade, mas o cinema continua sendo um dos queridinhos mundiais.


Enquanto n Brasil alguns dos investimentos mais altos em colocação/exibição de produtos em filmes, ou product placement como a prática é conhecida no exterior, raramente chegam a 2 milhões de reais, em grandes produções internacionais, esses valores chegam às centenas de milhões de dólares.


Foi assim, quando em 2012, quando o mundo se chocou com a repentina mudança nas preferências alcoólicas do espião mais famoso do mundo, o britânico "Bond, James Bond".


A negociação marcou uma pequena virada nos filmes de Bond, já que o elegante agente secreto inglês sempre preferiu o vodka Martini ("shaken, not stirred / batido, não mexido"), mas, por cerca 45 milhões de dólares, em 2012 (aprox. US$ 58 mi / R$ 310 milhões em valores atuais), o vasilhame verde passou a ser presença frequente nesse e em outros filmes da franquia 007.

Icônico Aston Martin Clássico, voltou a ser dirigido por James Bond, encenado por Daniel Craig, após uma suposta negociação estimada em US$ 140 milhões

Além dos hábitos alcoólicos, a preferência automobilística de James também custa caro. 10 anos antes, em 2002, estima-se que a Aston Martin investiu nada menos que US$ 140 milhões (US$ 231 mi / R$ 1,2 bilhão, em valores atuais), para desbancar a concorrente BMW que vinha sendo guiada pelo agente desde 1995 em GoldenEye. Esse valor é tão exorbitante, até para os padrões 007, que é próximo dos US$ 150 que se estima ter sido investido em 2012 na produção do filme Skyfall. Um patrocínio, por um filme. Nada mal.


Product Placement para além de 007


Apesar das altas cifras serem impressionantes, esses números não são uma exclusividade do serviço secreto britânico. Os heróis da Marvel também acumulam esse poder. Em 2015, a icônica Harley – Davidson desembolsou mais de US$ 10 milhões (12,5 mi atuais) para a Viúva-Negra (Scarlett Johansson) pilotar uma motocicleta elétrica, Livewire, com previsão de lançamento para 5 anos após o lançamento do filme.

Scarlet Johansson, na pele da Viúva Negra, pilotando uma Harley Davison Futurista em Vingadores (2015)

Três anos antes, Homem de Ferro já havia arrecadado cerca de US$ 160 milhões em product placement para financiar sua armadura. Uma conta paga por marcas como Gillette, Nokia, Forbes, Dell, Bulgari etc.


Embora esses números possam parecer exagerados, ou, apenas exceções, a realidade mostra que o Product Placement, ou “colocação/exibição de produtos” é algo extremamente recorrente e presente em quase todas as grandes produções cinematográficas no exterior.


A Dell, por exemplo, tem um setor especializado em product placement e só em 2020 exibiu seus produtos em 19 filmes, com destaque para Bad Boys For Life, onde investiu US$ 8,7 milhões. E não foi a única, a Porsche investiu US$ 7,5 milhões para mostrar toda a imponência de seu motor, em cenas de ação do mesmo filme.

Em Bad Boys For Life, a Dell é aparece em quase todos os computadores e monitores.

Ainda assim, esses não foram os maiores investimentos da temporada. Segundo levantamento da The Hustle, o filme The Gentleman (Magnatas do Crime) recebeu o maior aporte único de que se tem conhecimento, naquele ano, oferecido pela marca de artigos esportivos, Lonsdale, com um aporte de aproximadamente 16,5 m seguida pela grife Members Only, em Mulher Maravilha 1984, com 12,6 milhões e em 3º lugar, Toyota em Extraction, por 12 milhões redondos.


Nem todas as empresas revelam quanto investem em suas estratégias de product placement, porém, é sabido que Coca-Cola, Samsung, Apple e Nike, são algumas das maiores anunciantes, mas o sigilo prevalece na maioria das negociações.


Custo x Benefício:


A prática já é consolidada e boa parte das empresas preveem orçamentos para essa abordagem. E não é difícil entender por que essas marcas investem tanto em curtas aparições de filmes. Um dos motivos mais nítidos é o estado de atenção em que o público se encontra. Ninguém coloca um filme para conversar ou se distrair, se um produto aparece em um filme, esse produto é notado.


Outros motivos são a perpetuidade da ação, já que diferente dos comerciais de TV que param de ser exibidos tão logo a veiculação deixa de ser paga, os Nikes do "De Volta Para o Futuro" continuam sendo assistidos todos os dias por milhares ou milhões de pessoas no mundo, toda vez que o filme é acionado em uma plataforma de streaming, ou em uma emissora de TV.


E apesar de a venda, não ser um benefício imediata nesse tipo de mídia, alguns números mostram que a colocação de produtos em filmes, é capaz de gerar ondas de tendência permanente, o sonho de qualquer marca.

Tom Cruise, em Negócio Arriscado, usando o Ray-Ban que viraria febre nos anos 1980.

Em 1983, a Ray-Ban entrou de vez para mapa da moda depois de ser usada pelo trapaceiro Joel Goodson (Tom Cruise) no filme "Negócio Arriscado". As vendas saltaram de USD 18 mil mensais, para 360 mil dólares, um salto de 2.000%.


Em 1995, o estrondoso Toy Story estreou nos cinemas e depois que pais e crianças conheceram o “Etch A Sketch”, aqueles quadros “mágicos” multiplicaram as vendas em 45x (4.500%); A tendência estava consolidada e ao longo do tempo a descoberta daquele produto se efetivou em aumento de vendas.

Woody manuseando um Etch A Sketch no primeiro filme da franquia Toy Story. Um dos maiores cases de sucesso de product placement.

Claro que esses e os 80 mil Camaros vendidos pela GM após Transformers (2007), são alguns casos de sucesso extraordinário, pontos fora da curva, mas relatórios acadêmicos apontam ganho de até 20% de reconhecimento e lembrança de marca, após espectadores serem impactados em filmes, séries, musicais, espetáculos teatrais etc.


Talvez, e só talvez, isso explique o motivo que leva marcas, mundialmente conhecidas, consumidas e respeitadas, a continuarem investindo grandes montas de dinheiro, como os USD 23,5 milhões (32,5 mi em valores atuais) que a Apple supostamente investiu para aparecer em Missão Impossível 4 - Protocolo Fantasma, concorrente de Bond.


O Mercado Brasileiro:


Product Placement no Brasil ainda não é uma prática tão recorrente, algo que torna as oportunidades muito mais acessíveis do que os exemplos internacionais citados nessa matéria.


Enquanto em Hollywood que possui abrangência internacional, as marcas concorrem por uma interação com um coadjuvante, ou uma cena que mostre a fachada da empresa no fundo, e pagam milhões por isso, no Brasil com o investimento compatível a uma página central em revistas de grande circulação, ou com o preço da produção de um vídeo publicitário, é possível conseguir um belo destaque.

Rei do Mate patrocinando, o filme Crô, estrelado por Marcelo Serrado. Estima-se que o patrocínio tenha custado por volta de 1 milhão ao fundo de marketing da rede de franquias.

Partindo de cerca de 200 mil reais, estima-se que as exibições de produtos mais bem sucedidas em filmes, como nos filmes da franquia "Minha Mãe É Uma Peça", com cerca de 12 milhões de espectadores no 3º filme, tenha custado em torno de R$ 2 milhões aos anunciantes, um dos melhores "custos x benefícios" - em alcance e impacto - da história da publicidade brasileira.

 

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